28/11/2008
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| Jungle Adventure Paletada - Depoimento da equipe Aventureiros do Agreste |
Jungle Adventure 2008-23 de novembro
Quarteto da vez: Eu (Luciana), Zé Icó, Mauro e Aluino. Zé Icó faz triathon, foi indicado por nosso treinador Navarro para substituir Gabi e estava animadíssimo para iniciar em Corrida de Aventura. Sabíamos que o homem era brabo, mas ele nunca tinha feito trilha de bike e nem remado na vida. Um treino de remo foi suficiente pra ele pegar o jeito, mas não deu tempo de fazer treino de bike. Time formado!
Briefing bacana e uma coisa que me chamou atenção foi aquela moça falando em levarmos câmera e máquina para registrarmos nossos melhores momentos. Cheguei a comentar com Xuxu que não conseguia imaginar como alguém teria tempo pra filmar ou fotografar. Que idéia maluca! Uma final de campeonato, todo mundo na maior competitividade!
Lá estávamos nós na linha de largada e quem estava apresentando os componentes da equipe para uma filmadora que parecia uma lanterna de bike? Eu não acreditei! Mauro: “Estamos aqui na corrida Jungle Adventure e esta é a Aventureiros do Agreste. Aqui está Lu, blá, blá, blá”. Meu Deus! Esse rapaz não é muito normal não! Ele parece não prestar atenção ao briefing, olha pro mapa parecendo que não tá entendendo nada, todo mundo usa Salomom de “não sei das quantas” e o tênis dele já foi recosturado duzentas vezes. Ah! Seus óculos têm aros de um e lentes de outro resto de óculos, resultando numa armação com vários buracos laterais que devem melhorar ventilação e aerodinâmica de forma espetacular. Definitivamente, não há ninguém igual!
Largamos, atravessamos o rio pelo lugar mais estreito. Aluino tentou me derrubar duas vezes na saída da água. Deve ter sido a agonia da largada, mas eu me retei! Corremos junto com o bolo, entramos pelo mato. Com um pouco de dificuldade em avançar, conseguimos encontrar o PC1. Para o PC virtual “A” rasgamos mato em várias situações. Zé deve ter achado aquilo muito louco. E Aluino ainda tentava me nocautear largando os galhos das árvores no meu rosto, ainda bem que estava de óculos e não sou racorosa.
Avistamos o PCA do outro lado do rio e atravessamos. Fiz a natação curtindo a natureza, aliás, nem nadei. Fui segurando no pé de Zé, que nada muito bem e nem bate as pernas. Massa!! O PC-Luquinhas- nos informou que estávamos em 8º e que tava um bolo danado. Daí atravessamos de novo para alcançar o PC 2. Momento hilário!! Mauroba resolveu ir pelo caminho dos carangueijos. Ficamos parados aguardando a figura sair do mangue, todo preto, com um tênis na mão e outro no pé. Pausa para gargalhar e fomos embora. Que caminho bacana! Era mangue pra todo lado com um corredorzinho de lama preta.
Pegamos as bikes no PC 2 e seguimos pela estrada. Encontramos a R2 nesse e em vários outros momentos da prova. Zé não estava desenvolvendo muito bem e Aluino deu uma forcinha. Xis para as fotos e encontramos o 3 sem problemas. A entrada para o PC4 já era o começo do eucaliptal. Que cheiro bom! Deve melhorar a respiração andar sempre por ali. PC4! R2, Azimute e nós. Aluino fez a técnica vertical bem rápido e optamos pela trilha para o 5. Tinha muita areia mesmo, mas não deu pra xingar a organização.
Foi aí que Zé abriu o bico: “Gente, sinto muito, eu não vou agüentar terminar essa prova não”. Gente! Dei uma de doida, comecei a falar sem parar: “Zé! O que é isso que vc está dizendo! Retrocerder nunca, render-se jamais, o sofrimento é passageiro, desistir é para sempre. Nós vamos dar um tempo pra vc descansar! Respire Zé! Respire! Deite no chão, respire, mentalize que vc é forte e tem o poder. Cinco minutos pra recuperar. Tô contando viu?! Faltam 4 minutos Zé! Vc consegue! Agora faltam 3.. 2..1. Levanta Zé!! Vamos embora!”. E não é que Zé melhorou e levantou mesmo! Mauro e Aluino não paravam de rir da minha psicologia. Depois dessa confusão toda encontramos Navarro e Pedro no caminho e, em seguida, o PC5.
Em frente à entrada da fazenda da Graciosa, viramos à esquerda e subimos uma ladeira descarada. Mauro parou no meio e começou a balançar a bússola. Disse que havia algum problema, que tinha alguma coisa nele que estava interferindo no azimute e, de repente, gritou: “Voltem! O caminho está errado!”. Sei não viu! Só tem maluco nessa equipe!
PC 6, optamos por não pegar o B. Atravessamos o rio com as bikes em cima da jangada. Paramos pra comprar água, enquanto a Gantuá passava por nós. A ladeira para o PC era indecente, desafiadora e maravilhosa! Tem mais: Ou você não respeita a ladeira ou ela não te respeita! Subi fazendo mentalização para não parar no meio do caminho, preferindo a segunda opção. Encontramos a Azimute no PC 7, tirei fotos com Xuxu, dei entrevista. Que chique!
Outra subida da zorra para o PC 8! Descida irada e vamos nessa! PC9 em 4º lugar. Vamos remar o mais rápido que pudermos. Tomei váaarios chutes nas costas e nos braços enquanto remava, por causa dos acessos de câimbra de Mauroba. O barco perdia a velocidade a toda hora, mas, mesmo assim conseguimos remar o suficiente para a Rumo Certo não nos alcançar. Quando percebemos, a chegada já estava à nossa frente. Uhuuuu!!
Esse foi o momento mais comemorado de Zé! Ele dançou, riu, curtiu, tomou cerveja, contou as estórias.
Amamos a prova! Conseguimos um quarto lugar nessa competição e ficamos em terceiro no Circuito Baiano de Corrida de Aventura, mantendo a nossa Aventureiros do Agreste entre as melhores equipes da Bahia.
Foi um ano maravilhoso!
Bjs a todos!
Luciana do Agreste